Julinho Botelho

Júlio Botelho, filho de imigrantes portugueses, nasceu no bairro da Penha, em São Paulo, no dia 29 de setembro de 1929. Julinho, como viria a ser conhecido, começou sua carreira profissional de jogador de futebol no Juventus da Mooca, após ter sido “descoberto” por um olheiro juventino, quando ainda jogava pela Liga Esportiva do Comércio e Indústria atuando pelo Stiff F.C.

Em 15 de fevereiro de 1951, o principal jornal de esportes do país, a Gazeta Esportiva, noticiou sem grandes alardes e com muita descrição que a Portuguesa havia contratado um jovem promissor ponteiro direito juventino, por 50 mil cruzeiros. O primeiro time em que Julinho atuou, pela Portuguesa, em um treino foi: Nelson(Bolívar), Guilherme(Manduco), Valter(Pedro), Djalma Santos, Brandãozinho, Zinho, Julinho, Pinga II, Niquinho, Pinga I e Simão(Nininho).

Estreou pela Lusa em 18 de fevereiro de 1951, em uma derrota de 5 a 2 para o Flamengo, no Maracanã. Porém, uma semana depois, marcou seus dois primeiros gols vestindo a camisa lusitana em uma vitória por 4 a 2 sobre o América-RJ, no Pacaembú, tendo os dois outros gols sendo marcados por Pinga e Djalma Santos. Nesse dia 24 de fevereiro de 1951, o time luso foi composto por: Aldo, Manduco, Hermínio, Djalma Santos, Brandãozinho, Zinho, Julinho, Rubens, Nininho, Pinga e Simão.

Em 25 de novembro de 1951, Julinho marcou 4 gols na inesquecível vitória da Portuguesa sobre o Corinthians por 7 a 3, quando Pinga II e Nininho completaram a goleada. A equipe que goleou no clássico paulistano foi a maior equipe da história da Portuguesa, o time dos sonhos da idolatria rubro-verde pelos seus ídolos, o eterno: Muca, Nena, Noronha, Djalma Santos, Brandãozinho, Ceci, Julinho, Renato, Nininho, Pinga e Simão.

Julinho estreou pela Seleção Brasileira em 8 de abril de 1956, sendo convocado, com a camisa da Portuguesa, até 27 de junho de 1954, disputando 17 jogos pela seleção canarinho. Foi campeão pan-americano em 1952, vice-campeão sul-americano em 1953 e participou da Copa do Mundo de 1954, na Suíça. Na Copa do Mundo de 1958, quando estava na Fioretina, Julinho recusou o convite de disputar o Mundial pelo Brasil por querer dar oportunidade a jogadores que atuavam no país, foi aí que Mané Garrincha teve sua grande oportunidade.

Julinho foi vendido para a Fiorentina por 5.500 dólares, foi uma contratação bombástica à época. Sua última partida pela Portuguesa foi em uma derrota para o Santos, por 1 a 0, na Vila Belmiro, em um amistoso, no dia 17 de junho de 1955. No dia 24 de julho de 1955, na terceira partida da Portuguesa pelo Torneio Início, contra o Noroeste, no Pacaembú, Julinho deu uma volta olímpica pelo gramado em traje civil e foi ovacionado efusivamente pela torcida lusitana. Na Portuguesa, foi campeão do Rio-São Paulo em 1952 e 1955.

No dia 13 de maio de 1959, Julinho Botelho foi vaiado por 100 mil torcedores que lotavam o Maracanã quando foi escalado pelo técnico da Seleção Brasileira, Vicente Feola, para o lugar de Mané Garrincha. Porém, Julinho não se abalou, fez uma brilhante exibição e marcou um dos dois gols da vitória do Brasil e transformou as vaias em aplausos. Julinho faleceu no dia 10 de janeiro de 2003, mas jamais será esquecido pela torcida lusitana e pela torcida brasileira.

Julinho disputou 191 partidas pela Portuguesa e marcou 101 gols.

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