Djalma Santos

Dejalma dos Santos, o Djalma Santos, nasceu no dia 27 de fevereiro de 1927, na Parada Inglesa, São Paulo. Seu sonho sempre foi de se tornar piloto, mas um grave acidente em sua mão o fez desistir de seu sonho. Djalma chegou a trabalhar como sapateiro. Seu futebol começou a ter evidência quando ele ainda tinha 13 anos, jogava no Internacional da Parada Inglesa, uma equipe de várzea do seu bairro. Sem deixar sua profissão de lado, Djalma Santos realizou testes no Ipiranga e no Corinthians, mas teve que abrir mão de ambos pelo ruim horário dos treinamentos, interferindo em seu trabalho.

Djalma Santos e Nenê, goleiro do Juventus

Porém, quando teve sua oportunidade de jogar pela Portuguesa, seu patrão concordou que ele trabalhasse no período noturno para que pudesse dedicar-se, em conjunto, ao futebol. No primeiro contrato assinado com a Rubro-Verde, Djalma Santos recebia 1500 cruzeiros de salário. A primeira partida disputada por Djalma Santos, como profissional, na Lusa, aconteceu no dia 16 de agosto de 1948, contra o Santos. A Portuguesa perdeu por 3 a 2, com seus gols marcados por Pinga e Simão.

Até 1949, Djalma Santos jogava como “centro-médio” (aos termos da época), porém, após a milionária contratação de Brandãozinho para a posição, Djalma fora deslocado para a lateral-direita, onde se consagraria mundialmente. Pela Lusa, jogou por 10 anos e 9 meses, somando 453 partidas. Vestindo a camisa lusitana, representou a Seleção Brasileira em 53 oportunidades, chegando à um recorde mundial no ano de 1956, com 19 partidas disputadas, 10 vitórias, 5 empates e 4 derrotas.

Sua ultima partida como jogador da Portuguesa aconteceu em um clássico contra o clube para o qual iria posteriormente, o Palmeiras. No dia 29 de abril de 1959, a Lusa goleou o time alvi-verde por 6 a 3. Em 23 de maio de 1959, no escritório de Nestor Pereira, benemérito do clube, Djalma Santos foi vendido ao Palmeiras por 2 milhões e 700 mil cruzeiros, recebendo 20 mil mensais e 500 mil de luvas.

Em 1968, deixou o Palmeiras e transferiu-se para o Atlético-PR, time no qual encerrou a carreira como jogador, aos 42 anos, e iniciou a de técnico. Logo depois foi trabalhar como técnico no Peru e, na volta ao Brasil, dirigiu Internacional de Bebedouro, Sampaio Correa-MA, União de Mogi das Cruzes e Vitória-BA.

Seleção da FIFA, em Wembley

Djalma Santos disputou as Copas de 1954, 1958, 1962 e 1966, sendo campeão em 58 e 62. Disputou 100 jogos pela Seleção Brasileira e mais 22 amistosos contra clubes. Foi o primeiro atleta a integrar a Seleção da FIFA em uma partida disputada em Wembley, quando ainda era da Lusa. Foi eleito pela entidade máxima do futebol mundial como o melhor lateral-direito da história do futebol mundial.

Em 30 de janeiro de 1972, com 43 anos, Djalma Santos vestiu mais uma vez a camisa da Lusa, em uma vitória amistosa por 2 a 0 sobre a Seleção do Zaire, jogo esse que fazia parte dos festejos de inauguração do Canindé. Djalma Santos foi o segundo jogador que mais vestiu a camisa da Portuguesa, logo atrás do volante Capitão, tendo disputado 434 jogos. Foi ele também o primeiro jogador a completar 100 jogos com a camisa do time.

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