Dener

Um dos maiores craques da história da Portuguesa e da história do futebol brasileiro nos deixava há exatos 16 anos. Em 19 de Abril de 1994, Dener deixava órfãos admiradores de futebol por todo o Brasil. Para muitos lusitanos, o melhor jogador que viram vestir o manto rubro-verde, para muitos o Pelé do Canindé, o nosso eterno Reizinho, que se não tivesse tido tão pouco tempo de vida, teria com certeza se tornado um dos maiores ídolos deste “país do futebol”.

Dener foi um guerreiro, ao melhor estilo lusitano. Adentrou à casa onde mais tarde daria seus espetáculos, o Canindé, em 1982, ainda criança, aos 11 anos, quando jogava na equipe mirim da Portuguesa. Porém, a jovem promessa teve de deixar seu sonho maior de lado, abandonou os gramados 4 anos mais tarde, precisando trabalhar para ajudar no sustento da família, já que era órfão de pai desde os 8 anos de idade.

Passou a jogar futebol nas horas que lhe restavam entre os estudos e o trabalho, jogava pelo colégio Olavo Bilac em troca de cachê. Apenas em 1988 ele voltou à Portuguesa, nas categorias de base, foi promovido pelo então técnico dos profissionais, Antônio Lopes, mas ainda atuava nos juniores, e foi nessa categoria que conquistou de forma invicta a Copa São Paulo de Futebol Júnior em 1991, sendo eleito o melhor jogador do campeonato, jogando ao lado de Sinval, Tico e Pereira.

Dener teve sua primeira oportunidade na Seleção Brasileira em 27 de Março de 1991, contra a Seleção Argentina em Buenos Aires. Em 1993 foi emprestado ao Grêmio onde conquistou seu primeiro título profissional e em 1994 foi emprestado ao Vasco da Gama, seu último clube. Neste mesmo ano, enquanto Dener voltava de São Paulo, onde havia se reunido com dirigentes da Portuguesa e do Stuttgart da Alemanha, para uma futura transferência, e passado o fim de semana com a família, seu carro, dirigido pelo amigo Oto Gomes, perdeu a direção e chocou-se com uma árvore na Lagoa Rodrigo de Freitas. O jovem jogador viajava dormindo no banco do carona do seu Mitsubishi e foi sufocado pelo cinto de segurança.

O “Reizinho do Canindé” jamais será esquecido pela torcida lusitana, sempre estará presente na retina daqueles que puderam ver o brilho de seu futebol, o mais puro brilho do futebol arte brasileiro. Dener sempre será um dos maiores ídolos da torcida rubro-verde.

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