“A Lusa foi o que de melhor aconteceu na vida de muitos jogadores”, afirma o craque Ivair, o “Príncipe do Futebol”

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Agora estamos no GloboEsporte.com

Mais uma vez quero pedir desculpas aos frequentadores do Sangue Rubro-Verde pela ausência nos últimos tempos. Recebi um convite mais do que especial do patrício Luiz Filho para assumir o blog da Portuguesa no Globo Esporte. Alegria e responsabilidade enormes. Demorou um pouco para que os ajustes técnicos foram feitos, mas já estreamos. Portanto, deixo temporariamente o Sangue Rubro-Verde, que seguirá no ar, até porque há um material histórico legal por aqui, mas as atualizações com postagens minhas, agora, só por lá. Não é um adeus a este blog que tantas surpresas e emoções me proporcionou durante mais de 5 anos, porém, um até logo. Agora estamos não na minha, mas na nossa casa portuguesa, com certeza! Para acessar, basta clicar aqui!

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Portuguesa 2 x 1 Comercial – Veja os gols da partida:

Ficha Técnica:

Local:  Estádio do Canindé, em São Paulo (SP)
Data: 23 de fevereiro de 2014, domingo
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Welton Orlando Wohnrath
Assistentes: Marco Antônio Gonzaga da Silva e Eduardo Vequi Marciano
Cartão amarelo:  Marcone e Edson Santos (Comercial)
Gols: PORTUGUESA: Henrique, aos 17 minutos do segundo tempo; Gabriel, aos 31 minutos do segundo tempo. COMERCIAL: Edson Santos, aos 7 minutos do segundo tempo.

PORTUGUESA: Glédson; Régis Souza (Gabriel), Diego Augusto, Wágner e Bryan; Renan, Diego Silva (Coutinho), Rondinelly, Wanderson; Henrique e Leandro (Laércio)
Técnico:
Argel Fucks

COMERCIAL: Marcelo Henique; Marcos Pimentel, Edimar, Reniê (Luiz Henrique), Wilian Simões; Xaves, Marcus Winícius, Marcone (Roger), Mateus Borges (Patrick); Clebinho e Edson Santos
Técnico: Vágner Benazzi

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Onde a dignidade fará morada

Lutar por suas conquistas e resistir às injustiças são características impregnadas nas entranhas de um verdadeiro português. Povo que no século XIV viu os espanhóis se aproveitarem de uma fragilidade política para invadir seu território e tomá-lo à força. Povo que não se acovardou e que liderado por Nuno Álvares Pereira, na épica Batalha de Aljubarrota, expulsou o Reino de Castela do solo lusitano. Povo que tornou a ser dono de sua própria história com a Dinastia de Avis.

Se alguém não entende o que isso tem a ver com a Portuguesa, basta olhar para o escudo que desde 1923 está cravado nas camisas verde-encarnadas do clube. Não por acaso fomos fundados em 14 de agosto, dia da reconquista de Portugal em Aljubarrota. Não por acaso carregamos no peito a Cruz de Avis, cujo Mestre retomou as rédeas da trajetória lusitana desde então. A luta marcou nossa criação. A luta forjou nossa grandeza. E essa mesma luta se mostra como nosso único caminho. Retomo isso porque vivemos um momento em que, como canta Roberto Leal em nosso hino, a cruz de nossos brasões há de brilhar. Mesmo que em seu último suspiro.

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Isso porque o Conselho Deliberativo do clube aprovou por unanimidade que a Lusa enquanto instituição entre na Justiça comum contra os absurdos promovidos por STJD e CBF. Foram apresentados os riscos, que vão desde o rebaixamento do clube à última divisão do Estadual até a desfiliação completa das entidades esportivas. Não a toa, ao final do encontro, conselheiros, diretores e presidente choravam. Entre engolir a injustiça morrendo de fome e morrer lutando pela dignidade, escolheu-se o caminho que traduz a história do clube e de nossa gente: a luta.

Depois de muito tempo, reaviva-se no Canindé o verdadeiro espírito lusitano, o genuíno orgulho de ser rubro-verde. O clube parece tornar a recordar que em suas glórias está a certeza de que é grande. E de que, para nós, somos sempre campeões pelo simples fato de irmos à luta. Nos últimos anos, poucos quiseram acreditar que o clube poderia realmente morrer. O desespero da luta contra o rebaixamento no ano passado nascia daí: na Série B não há recurso, não há dinheiro, não há vida. A Série B nos dá como caminho certo o sumiço do mapa no futebol brasileiro. A esperança de novos tempos vinha da Série A. Nós conquistamos essa esperança. Com honra. E querem tirá-la de nós.

Muitos dos conselheiros que aprovaram o caminho da dignidade foram os mesmos que permitiram Manuel da Lupa torturar o clube por 9 anos até deixa-lo moribundo. Mas, parece que esses muitos agora tomaram a decisão correta. Afinal, não há outra. Eu mesmo fui contrário a essa ideia por muito tempo. Estamos mexendo com gente graúda em tempos de Copa do Mundo no país. As chances de nos tornarmos mártires são bem maiores que as de conseguirmos uma vitória nos tribunais. No entanto, ao engolir a Série B mancharíamos a nossa história e cuspiríamos no túmulo de tantos que deram a vida pela construção honrada desse clube que tanto amamos. Somos a gente que cruzou os mares sem nada no bolso rumo ao desconhecido. Somos o povo que trabalhou, suou e, honestamente, venceu.

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Podemos estar prestes a assistir ao fim do clube? Sim, mas mais do que isso. A morte da Portuguesa significaria a morte da resistência no futebol brasileiro. O último prego na tampa do caixão do futebol de verdade. Já mataram o esporte do povo, a bunda no concreto, a torcida no alambrado, o amor à camisa e até o resultado dentro de campo. Dizimariam agora o pouco que resta de verdadeiro no futebol. Matariam os que realmente não vivem de títulos, os que vivem de amor, os que se contentam com um time raçudo, com os 3 pontos como um título, com as zebras a cada década, com onze caras de rubro-verde correndo atrás de uma bola em qualquer gramado por aí.

Porém, mesmo que vençam, não vencerão. Podem destruir tudo, menos o amor. E se o amor constrói, também reconstrói. O amor dessa torcida que não cansa de lutar – seja nas arquibancadas, nos tribunais ou nas ruas – a fará reerguer a nossa Portuguesa. Nesse caso, só os verdadeiros restarão. E, mesmo que esse seja realmente o fim de tudo, não seremos derrotados. No futuro, quem passar pelo Canindé pode não ver mais a bola rolando, pode não sentir mais o cheiro de sardinha na brasa, de bolinho de bacalhau sendo frito ou ouvir alguém vendendo tremoço no meio de um jogo. Poderá não haver nada do que houve por décadas, mas ainda assim será ali que a dignidade fará morada. E isso basta. Às armas, Lusa!

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Por Luiz Nascimento

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O homem que sempre mereceu mais

Como uma das mais perfeitas metáforas da vida, o futebol não cansa de nos ensinar que é preciso manter um pé atrás com tudo e todos. Recomenda-se, mesmo que não haja, criar uma pulga atrás da orelha antes de colocar a mão no fogo por um cartola, um treinador ou um jogador. Já fui vítima deste mal. Por uma glória conquistada, já idolatrei alguém que, tempos depois, mostrou-se uma decepção. Não a toa a dificuldade para a formação de ídolos no futebol atual tem crescido. No nefasto futebol-negócio, as aparências enganam, as paixões iludem e a honestidade é momentânea.

Hoje tomo muito cuidado antes de realmente admirar e elogiar alguém para além do trabalho que exerce em um determinado momento, em um determinado lugar, de um determinado jeito. Porém, mesmo que bem raramente, deparo-me com alguns exemplos que saltam aos olhos. Em determinados clubes esses exemplos são mais raros e, por isso, mais evidentes. Na Portuguesa, local onde a desonestidade, a incapacidade e a incompetência fazem morada, a qualidade grita por atenção. Pensei que ele fosse unanimidade, mas levando em conta que quase nenhuma unanimidade é – de fato – sadia, o técnico Guto Ferreira foi uma dessas gratas surpresas.

O treinador foi o pão caído com a manteiga virada para cima no último ano da catastrófica, vexatória e fúnebre gestão de Manuel da Lupa. Após excelentes trabalhos em Mogi Mirim e Ponte Preta, demorou mais do que deveria ter demorado para desembarcar no Canindé – a incompetência atrasa até a própria sorte. Pegou um elenco fraco, “formado” em uma pífia Série A2 de Campeonato Paulista. Um grupo levado ao limbo por Péricles Chamusca e que se tornou acessório de laboratório para um coronel brincar de Professor Pardal. O coração já havia parado de bater e deram a Guto Ferreira um desfibrilador.

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Éramos o clube que não marcava gols e que os sofria nos últimos minutos. Colocavam a Rubro-Verde como candidata favorita ao rebaixamento antes mesmo do Náutico. Guto Ferreira trouxe um psicólogo, levantou a moral do elenco, uniu os jogadores, deu um padrão tático ao time, arrumou a defesa e trouxe algumas peças importantes. Resultado? Trocou pneu com carro andando e tirou leite de pedra. A Portuguesa passou de saco de pancadas a clube respeitado pelos adversários. Ganhamos clássicos, goleamos rivais, arrancamos pontinhos fora e, na base de muito suor e determinação, safamo-nos da Série B. Aquela que representaria o fechamento das portas do clube. Ou melhor, ainda representa.

Guto Ferreira já merecia mais. Sempre respeitou e tratou com imensa consideração nossa tão sofrida e guerreira torcida. Nunca foi a uma entrevista coletiva com asneiras prontas a fim de apenas ludibriar o torcedor. Sempre se mostrou autêntico, sincero e verdadeiro.  Não merecia enfrentar meses a fio de salários atrasados, de bichos não acertados e de promessas a perder de vista. Merecia, no mínimo, respeito da diretoria antiga. Mas, o que esperar de quem nem se dá o próprio respeito? A punhalada que eternamente levará o nome de Héverton deve ter doído em Guto tanto quanto doeu em toda torcida. Há alguns poucos – e são realmente poucos – que suspeitam de um envolvimento do treinador. Sinceramente, prefiro os enxergar como loucos.

O próprio Ministério Público de São Paulo, por meio do promotor Roberto Senise Lisboa, já confirmou enfaticamente que o treinador não sabia de nada envolvendo o maldito julgamento de Héverton. E vou com eles. Guto Ferreira nunca nos deu motivos para desconfiança, para rancor ou para xingamentos. Já merecia muito mais do que a Portuguesa em 2013 e ter ficado para este ano, enfrentando todas as dificuldades que sabia que enfrentaria, foi um ato de hombridade. Impossível que nenhum clube tenha se interessado em contar com o treinador, sendo que qualquer clube é administrativamente melhor do que o nosso. Ele ficou, deu a cara a tapa, colocou seu sucesso no clube em xeque e terminou como era de se prever.

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Mesmo sob nova administração, a Portuguesa segue sendo pouco para o treinador. Não a Lusa grande, gloriosa e tradicional. Porém, essa Rubro-Verde de velhos sotaques, de malditos sobrenomes e de ridículos vícios. Guto Ferreira sai da Lusa merecendo uma despedida melhor. Em Osasco, na derrota por 4 a 2 para o time-empresa, debaixo de um sol escaldante eu e mais alguns poucos sofredores lusitanos vimos nosso treinador rendido, de mãos atadas, com uma postura de quem não tem mais forças para fazer o impossível. Ganhar um punhado de moleques sem qualidade técnica, sem tempo para treinar, sem certeza de salário em dia e com a convicção de que o rebaixamento é certo não era o que merecia Guto Ferreira. Ainda mais depois dos milagres que fez em 2013.

Na Portuguesa, Guto Ferreira será lembrado como o homem que merecia mais. Não foi o melhor treinador de nossa história, talvez sequer figure entre os ilustres de nossa trajetória, porém, a Lusa tinha nele sua única esperança. O único qualificado a estar na posição em que estava. Posso me decepcionar a qualquer momento, mas creio que ele fez por merecer nossa gratidão. Sempre se mostrou honesto, íntegro e sincero. Sempre tratou a torcida com o respeito que falta ao futebol atual. Sempre honrou a instituição e nos livrou – por mais que tenham traído a nós todos – da morte travestida em rebaixamento no ano passado.

Obrigado, Guto Ferreira! A atual Portuguesa, dirigida por incompetentes que a conduzem ao fim, não merece um treinador a sua altura! Não merece sequer a torcida que tem! Sucesso, milagreiro! Por favor, não nos decepcione, porque para nós você é o homem que sempre mereceu mais!

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Por Luiz Nascimento

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Para que nosso amor não vire saudade

Saudade. Disseram no rádio que hoje é dia dela. Justo hoje, esse 30 de janeiro de cabeça inchada. Justo essa palavra, que só nossa gente ousou criar. Justo esse sentimento, que traduz a alma do nosso povo. Justo nós, que nada fizemos para merecer esse fado. Justo aquele que deu início a tudo foi o único que restou: o amor. Afinal, o que, além do amor, faria com que 959 sofredores estivessem no Canindé para assistir o Botafogo de Ribeirão Preto vencer por 2 a 1, de virada, um clube que corre o risco de virar saudade?

Tudo acabou. Nada mais motiva um lusitano a ir ao estádio. Nada além do bater mais forte do coração ao ver o verde e o encarnado em um gramado. Não se pensa mais em vitórias ou em classificações. Nem mesmo a luta – que com o tempo se tornou honrosa – contra o rebaixamento passa pela cabeça. Hoje, o rebaixamento é um fim certo para um meio de sofrimento. Tudo que vier fora da queda será chamado de milagre. No Canindé, a torcida não se sente representada nem por time e nem por diretoria. A Lusa – grande, gloriosa e tradicional – é representada em forma de resistência por seus torcedores.

Conseguiram nos tirar tudo. Não temos dinheiro, não temos patrocínio, não temos direção, não temos time, não temos sequer divisão para jogar nacionalmente, não temos nem aquela que é a última a morrer: a esperança. A única coisa que a Portuguesa ainda tem é sua torcida. E a única coisa que sua torcida ainda tem é amor. Ou melhor, tem saudade também. Quando a Leões cantou uma nova música que cita Djalma Santos, Enéas, Dener e Capitão, deu vontade de chorar. Que saudade dos tempos que vivemos e até dos tempos que muitos de nós não vivemos. O que fizeram com nosso clube?

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Não adianta lamentar. O clube só não está morto porque a torcida ainda não está morta. Se a nova – e que prove que é nova – diretoria opta pela omissão, a torcida arregaça as mangas. Escreve o mais bonito capítulo da história do clube ao fechar a Avenida Paulista em nome da dignidade. Torna-se a resistência ao dar a cara à tapa, ao ir à Justiça, ao conseguir liminares que mantenham seu clube de pé. São esses, que ainda dão à Lusa uma sobrevida, que a podem ressuscitar. Porém, se vamos atirar, acertemos o alvo.

Qualquer torcedor tem o direito de xingar qualquer jogador, treinador ou diretor. Isso é um fato: ninguém é obrigado a deixar de xingar um ou outro porque não agrada a alguém. Porém, é preciso ter prudência até na hora da revolta. A margem de erro da Portuguesa praticamente inexiste. A linha entre a morte e a sobrevida da Lusa é tênue. Por que nosso clube está na zona de rebaixamento do Paulistão? Por ter um time fraco. Por que o time é fraco? Porque não há dinheiro e se montou um time de meninos emprestados das bases dos rivais.

Não há falta de vontade, raça ou disposição. Há falta de qualidade e de maturidade. Sempre defendi cobrar dos jogadores o máximo que eles podem dar. Porém, como cobrar algo que eles não têm condição de apresentar? Como bem ressaltou Guto Ferreira em sua entrevista coletiva, xingar os jogadores é pressioná-los ainda mais. É fazer o cara tropeçar na bola, escorregar em campo e tocar para o nada. Exatamente o que aconteceu quando a torcida passou a xingar o time e os jogadores. Qualidade não se aprende, ou se tem ou não se tem.

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Entendo e partilho completamente da revolta. Também não me conformo com os gols que Wanderson e Henrique perdem. Também não me conformo com a insegurança que Diego Augusto passa. E sei que alguns se pode cobrar, pela experiência, como Glédson. Mas, de que adianta? Com esse time não vamos ficar na primeira divisão, muito menos se pressionarmos. Só ficaremos se contratarmos e aí eu pergunto: quem contrata? A diretoria e seu Departamento de Futebol. Por que, então, não gritamos – como fizemos também – por contratações? Por que, então, não xingamos a diretoria? Cobremos quem tem que ser cobrado: seja Ilídio Lico, seja Fernando Gomes.

É preciso ter cuidado. Os jovens jogadores – que podem não ser qualificados, mas que não têm feito corpo mole – serão ainda piores com uma pressão ainda maior que a natural. Desse jeito, daqui a pouco estaremos xingando a única pessoa que realmente tem qualidade para estar onde está no clube: o técnico Guto Ferreira. Ele faz milagres? Sim, permanecer na Série A no ano passado foi um milagre. Porém, com o que tem em mãos não existe milagre a ser feito. O milagre só pode ocorrer com pelo menos dois ou três jogadores de qualidade. Ao menos um zagueiro que saiba marcar e um atacante que saiba fazer gols. É muito pedir isso?

Todos somos Portuguesa. Todos nos revoltamos com o time que deveria nos representar. Todos estamos de cabeça inchada pela derrota, pela humilhação e pelo rebaixamento que parece inevitável. Todos amamos nosso clube e não queremos que ele acabe. E todos sabemos que sem uma ação da nova diretoria, que tem sim uma dificuldade inestimável para trabalhar, é que vamos cair. E que o foco tem que ser esse: cobrar da diretoria contratações. Não os jogadores e muito menos o técnico. Repito: se vamos atirar, que acertemos o alvo, porque nossa margem de erro praticamente inexiste. Errar é morrer. E nosso caminho não é morrer, é amar. Mas não amar um clube que virou… saudade.

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Por Luiz Nascimento

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[Áudio] Guto Ferreira não esconde que a situação da Lusa é preocupante

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O caminho da dignidade não tem volta

Se “ingenuidade” é uma palavra que não cabe sequer à pura e simples disputa esportiva – dentro dos campos, das quadras, dos ringues e afins – imagine nos bastidores do mais sujo dos esportes: o futebol. “Não duvide de nada, mas duvide de todos”, frase dita pelo jornalista Erich Beting sobre o contrato redigido pela CBF para ser assinado pela Portuguesa, traduz o que deveria ser uma lei para quem trabalha, aprecia e acompanha o futebol. Um esporte que cada vez menos é disputado nos gramados e cada vez mais é reduzido a uma queda de braços entre cartolas.

Quanto mais “bombas” são jogadas no ar, mais nebulosa essa situação envolvendo Portuguesa, STJD e CBF fica. Quando se pensa que, por meio de uma prova, as dúvidas podem ser elucidadas, menos claras elas ficam. Por quê a CBF colocaria no papel uma espécie de “confissão de culpa”? Por quê a Lusa já não levou ao Ministério Público? Seria essa uma jogada da CBF para melar de vez um campeonato que não terá como ser organizado? O clube estaria disposto a aceitar a proposta caso o contrato não vazasse na mídia? Envolvendo a alta cúpula do futebol brasileiro e um clube que não cansa de nos surpreender, nada pode ser descartado. A dificuldade para se colocar a mão no fogo por alguém é enorme. Não se pode confiar cegamente em ninguém.

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No entanto, é inegável que um novo cenário vem se desenhando. A Portuguesa, por meio de seu presidente Ilídio Lico, finalmente posicionou-se. A torcida estava inconformada, cobrando isso da atual gestão do clube. Se o silêncio até então era motivado por esta “carta na manga” que seria levada ao MP na audiência de 22 de janeiro e se agora, com o vazamento, apenas se posicionaram porque foram forçados ninguém sabe. Fato é que há pelo menos 10 anos a torcida lusitana não ouvia um discurso de seu presidente que a representasse e que a satisfizesse: “a Portuguesa pode morrer, mas vai morrer com dignidade”. Ou seja, o cenário que se desenha é de uma Lusa que sai do muro e vai para o front de batalha contra os donos do poder do mundo da bola.

A não ser que tudo isso seja apenas uma peça teatral protagonizada por clube e entidade máxima do futebol brasileiro – o que não acredito, mas não descarto – Ilídio Lico tem de ter em mente que se meteu em um caminho sem volta. O caminho da “dignidade”, como ele muito bem ressaltou, não permite recuo. Até porque, se havia o medo de represálias por parte da CBF, com essa situação, não há mais por que pisar em ovos. Se a Lusa sempre foi a “bucha de canhão” da FPF nacional, agora será seu inimigo público.

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A situação do clube, em todas as frentes, é desesperadora. Manter-se de pé por si só já é complicado. Sobreviver foi, é e será um milagre. Ainda mais em uma guerra contra colarinhos engomados com sangue de quem não tem força política. Quando se fala em um fim do clube, muitos custam a acreditar. No entanto, esse futuro é mais realista do que apocalíptico. E o que resta à Lusa se até suas conquistas no gramado estão sendo levadas? Resta justamente a história, a grandeza, a tradição, a torcida e, principalmente, a palavra usada por Ilídio Lico em entrevista na Federação Paulista de Futebol: a dignidade. Por incrível que pareça, há mais razão do que emoção nisso.

E o caminho da dignidade não tem volta. A briga está comprada. Não há mais o que temer. Não adianta mais pisar em ovos. Para quem tem vergonha na cara e amor pelo clube só há uma saída: defender as cores da Portuguesa e de sua torcida com unhas e dentes, sob qualquer ameaça e qualquer retaliação. As primeiras já vinham e as segundas virão de qualquer modo. Recuar, além de cafajeste, é suicídio. A fala de Ilídio Lico não pode ser encarada apenas como uma frase de efeito. Fanatismos a parte, o clube pode sim morrer. Porém, que não morra pelo amadorismo, pela ganância ou pela inércia de seus dirigentes. Que morra como um mártir abraçando o que sempre caracterizou a Portuguesa: a honra, a dignidade e a resistência. Não há mais volta. Não pode haver.

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Por Luiz Nascimento

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Quem são os herdeiros da terra devastada?

Apesar de a temporada 2013 ainda parecer estar longe de um fim, a temporada 2014 bate à porta e já reserva para a Lusa, logo de cara, um grande desafio: conseguir disputar dignamente o Paulistão mesmo com todas as dificuldades que se colocam neste começo de gestão Lico. As dívidas vêm de todos os lados, o dinheiro não surge de nenhum, não se tem um álibi para contratar – afinal, disputará Série A ou Série B mais a frente? –, sem contar as dúvidas que pairam entre a torcida sobre a forma de trabalhar e pensar da atual diretoria.

Nunca houve grandes certezas e convicções sobre Ilídio Lico a frente do clube, sendo que essa indefinição cresceu com a “escolha de consenso”. Mesmo os que não colocavam a mão no fogo esperavam uma posição mais firme daquele que se apresentava como o opositor do catastrófico Manuel da Lupa. A propalada “união de todos em prol da Portuguesa”, ao mesmo tempo em que trazia um alívio por colocar um ponto final na gestão Lupa, instaurava um enorme ponto de interrogação no torcedor. Como foram as negociações? Em troca do quê o guloso presidente anterior abriu mão de ter um sucessor seu? Como será a composição da diretoria?

Antes mesmo de seu mandato começar, Ilídio viu uma bomba estourar em suas mãos. Em apenas mais um de seus momentos de “brincar de fazer justiça”, o STJD instaurou um caos no Canindé. Foi-se às últimas instâncias desportivas a nível nacional e não se falou mais nisso. Estranha-se o fato de a atual diretoria não se posicionar no caso. Não há apresentação de justificativa para não recorrer à Justiça Comum e muito menos para o silêncio com relação à luta incessante que os próprios torcedores travam para deixar a Lusa no lugar em que ela merece. E então, o que pensar de tudo isso?

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Prefiro não mergulhar na onda de suposições e pré-conceitos em torno de uma gestão que está à frente do clube por apenas meio mês. Não considero muito prudente sair atirando em tudo e em todos por situações que quase ninguém conhece, inclusive eu. Confesso que não tenho a proximidade e o conhecimento necessários para formar uma opinião sólida a respeito de Ilídio Lico. E, por isso, já conversei com várias pessoas que o conhecem. Gente que o conhece há 30 anos e não tem mais contato, gente que convive com ele diariamente, gente que já trabalhou ao seu lado e até gente que o tem por amigo pessoal. Não ouvi nada de negativo até aqui. Porém, vamos por partes.

Lico herdou uma terra devastada. Até quem considerava Lupa terrível no futebol, mas competente administrativamente vê que estava totalmente errado. Nove anos de incompetência, incapacidade, feudalismo e desmandos são mais do que o suficiente para acabar com uma instituição. Não acabar foi milagre. Ilídio assumiu um clube – cujo futebol é o carro-chefe – com um elenco inchado, cheio de limitações e todo atrelado em dívidas deixadas pela diretoria anterior. Há pendências desde outubro com os jogadores. Dinheiro para pagar? Não havia nem duzentos mangos para arcar com a hospedagem do site do clube!

Ao mesmo tempo em que ouço que, no dia de reabertura da Federação Paulista de Futebol, o novo presidente foi pedir esmola e babar ovo para Marco Polo e José Maria Marin, escuto que ele foi tentar receber a cota do clube. Sim, tentar. Qual a surpresa? Metade da já miserável cota havia sido adiantada por Manuel da Lupa e a outra metade estava presa por problemas burocráticos. Pedir esmola? É, talvez realmente seja o termo. Porque era preciso correr atrás do único lugar onde a grana ao menos parecia certa, por um direito do clube. Parece que conseguiram liberar a grana que, pasmem, não paga sequer um mês de dívida com os atletas.

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Concordo com a crítica de que Ilídio Lico não precisava, e nem deveria, elogiar publicamente os dois cartolas ainda mais em meio a briga que, mesmo fora dos muros do clube, é travada bravamente por torcedores na esfera judicial. Um problema que enxergo é a falta de força para peitar. E não digo política, digo falta de força para ficar em pé mesmo. Porque hoje, até os que achavam exagero, já têm como consenso que com a Série B a Lusa está mais fadada a acabar do que a se reerguer. Acho que a soma desses elogios com a falta de apoio da diretoria ao movimento que vem das arquibancadas fez com que a revolta crescesse como cresceu.

Por que não recorrer à Justiça Comum? Por que não apoiar abertamente a torcida? A primeira questão não me parece um bicho de sete cabeças. Não há consenso sequer entre advogados e juristas de que seria prudente o clube fazer isso. É um dilema, não é matemática. Enquanto uns dizem que a esfera esportiva não poderia encostar um dedo no clube, outros vêm com exemplos de que as represálias existem sim. E a Lusa, nesse caso, seria um mártir. Até que ponto compensaria? Assumir e acabar? Não me revolto tanto com essa questão, sinceramente. Porém, revolto-me com a falta de posicionamento, a falta de apoio à torcida, a falta de uma voz firme e do básico: uma justificativa. O momento é de bater da mesa e defender as cores, ainda mais no tão prometido “início de uma nova era” em um clube que quase nunca teve força política.

Repito que ainda acho cedo para algumas convicções e algumas cobranças, porém, o que vem faltando de verdade até aqui é uma prestação de contas para a torcida. Algo que, aliás, sempre foi ignorado pela gestão anterior. É vir a público, nem que seja por uma nota no site oficial, e explicar por que não vai a Justiça Comum, o que acha de os torcedores estarem correndo atrás, como está sendo composta a nova diretoria, quem está em qual cargo, clareza nos anúncios dos reforços, até honestidade com relação a situação do clube, por quê não?

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Afinal, em nenhum momento a Portuguesa precisou tanto do apoio de seu torcedor como agora. Seja fora ou dentro de campo. A união não é desejável, é necessária. O abismo financeiro é gigante, as incompetências do passado estão engolindo o clube e esse ano de 2014 promete ser o mais difícil para a Portuguesa. Não se pode esperar nada além de uma permanência na Série A1 do Paulistão – basta ver os reforços e constatar que não há o que se fazer além disso – e sabe-se lá com o quê lutar com unhas e dentes no campeonato que vier pela frente, seja ele qual for. Porque, se a grana da TV não vier, só Deus sabe o que será do clube. A situação é sim catastrófica e desesperadora.

O problema é que para a torcida abraçar é preciso haver transparência. Não é possível que isso aconteça se o torcedor tem dúvidas sobre o porquê de a diretoria não entrar na Justiça Comum, de elogiar os donos do futebol brasileiro, de haverem boatos de caras mais do que conhecidas e nada bem quistas voltando ao Canindé, de a composição da diretoria estar sendo extremamente política e por aí vai. Se não há o que temer e o que esconder, por que não vir a público? Repito: tudo que ouvi sobre Ilídio Lico até o momento foi positivo. Porém, o silêncio amedronta e, gatos escaldados que somos, não colocamos a mão no fogo.

Creio que esperamos – e torcemos – todos por uma gestão realmente nova, profissional, guerreira e apaixonada pela Portuguesa. Afinal, se a atual diretoria falhar o clube acaba. Para que isso não aconteça já será necessário mover céus e terras. O clube não aguenta a mais uma gestão como a década de Lupa. Assim como não aguentará caso haja atrito entre torcida e diretoria. Sabemos que o time não será excepcional, não terá grandes qualidades e que o foco é se segurar de pé. Infelizmente, só nos resta apoiar. Contudo, apoiar quem? O novo ou a farinha do mesmo saco? A clareza ou a omissão? Quem nos representa ou quem se esconde? A diretoria precisa dar as caras e provar que nela podemos confiar. Pra ontem!

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Por Luiz Nascimento

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Feliz Ano Novo

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